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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Você é popular?


Nos dias atuais, em que muitas vezes a quantidade substitui a qualidade, a resposta mais rápida e fácil para a pergunta acima envolve a comparação de números de relacionamentos em alguma mídia social (amigos no facebook, seguidores no twiter e assim por diante). Porém e se tomarmos como referência o conceito de popular apresentado no livro Como ser popular de Meg Cabot: como pessoa de quem os outros gostam ou a quem apreciam?

O livro mencionado trata deste tema muito presente não apenas na adolescência, que é a preocupação em ser popular, mesmo que isto signifique aparentar ser alguém que você não é e manter uma boa opinião alheia sobre você, ocultando os seus pontos de vista e/ou personalidade.

Na trama de Meg Cabot, uma garota de 16 anos, Steph, excluída na escola (sofre com o famoso bullying) encontra um livro com dicas para torná-la popular e decide segui-las. Os conselhos que Steph passa a conhecer não são muito diferentes dos que podemos encontrar em qualquer dos muitos livros de auto-ajuda disponíveis nas livrarias (como o livro Como conquistar as pessoas de Allan e Barbara Pease ), porém independente disto, ao seguir estas dicas, a garota é obrigada a sair de sua zona de conforto e se expor, compartilhar suas idéias e confrontar todos aqueles que debochavam dela. Em suma, independente dos conselhos sobre popularidade, o que fez a diferença foi a atitude dela de encarar os problemas ao invés de se esconder deles.

Outra questão importante sobre a popularidade retratada no livro é acabar se afastando dos seus verdadeiros amigos (aqueles que o conhecem bem e gostam de você apesar dos seus defeitos) na  sua busca por amizades superficiais, as vez baseadas exclusivamente em status e aparências. Afinal, quantidade não substitui qualidade e portanto mais importante que conseguir novos amigos, é manter os bons amigos que você já tem.


Mas, afinal, ser popular, é bom?

De acordo com o filósofo Michel de Montaigne a fama (ou popularidade) e a tranqüilidade nunca caminham juntas, já que a tranquilidade depende do desprendimento em relação a opinião dos outros e se buscamos fama, iremos justamente almejar o oposto: obter a opinião favorável dos outros.

Mesmo na narrativa de Cabot, há uma afirmação no início do livro de que todos querem ser populares, porque isto significa ser querido por todos, porém ao final são listadas algumas opiniões contrárias a popularidade, como a do famoso presidente Abraham Lincoln“Evite a popularidade se quiser ter um pouco de paz.”

Em resumo, como acredito que seja mais importante ser você mesmo do que ser alguém popular, acho que a popularidade só poderá ser boa se ocorrer naturalmente, ou seja, se ela for uma efeito colateral e não um objetivo a ser alcançado.

Links:
Leitoras Anônimas - Como ser popular 
Lendo - Como conquistar pessoas 
Frases Séries - Você precisa de novos amigos, Cas

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Obras de ficção, são má influência?


Obras de ficção, como livros e filmes podem ser prejudiciais por inspirar desejos que não podemos realizar?

Segundo artigo "Os romances prejudicam a vida amorosa das mulheres?" publicado na Revista Época (baseado em um artigo publicado na Journal of Family Planning and Reproductive Health Care), a leitura de romances água com açúcar – como os escritos pelas autoras Meg Cabot, por exemplo – pode gerar problemas de relacionamento, criar expectativas irreais sobre sexo e levar a relações sexuais sem camisinha e a gravidez indesejada.

Admito que obras de ficção já me inspiraram esperanças irreais com relação a vida e ao amor, mas "levar a relações sexuais sem camisinha e a gravidez indesejada." soa um pouco exagerado, não? Digamos que "esquecer da camisinha em nome do romance", conforme mencionado no artigo, tem muito mais a ver com falta de informação e discernimento do que com a leitura de romances.

Porém, como eu adoro contos de fadas, livros, filmes, seriados fantasiosos e sou uma defensora de realidades idealizadas: amores perfeitos, recompensa aos bons e punição aos maus e assim por diante, justamente por isto sou um exemplo vivo de como você pode acabar frustado por ter expectativas elevadas demais. Matar aula nunca foi tão memorável como em Curtindo a vida adoidado e como aos treze anos o meu romance ideal era o de Jack e Rose do Titanic é fácil de imaginar o quanto minha uma vida amorosa foi decepcionante durante a adolescência. Sem mencionar que a profissão perfeita para mim deveria ser algo entre arqueóloga (no estilo Indiana Jones) e caçadora de fantasmas (como em Supernatural).

Mas discernir entre a realidade e idealização faz parte do crescimento (apesar de secretamente eu ainda sonhar em vagar pelo mundo investigando mistérios arqueológicos e/ou sobrenaturais ), e na minha opinião, este processo começa na infância com descobertas como a de que não existe Papai Noel. E como adultos, nada mais justo que escolher acreditar numa doce mentira a uma verdade amarga (frase do mangá Rurouni Kenshin  criada por Nobuhiro Watsuki).

Papai Noel não existe, mas eu não sei ler, então está ok.